terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dificuldade para achar Profissionais

Pesquisa aponta 10 profissionais mais difíceis de achar no mundo


Em uma pesquisa realizada com 35 mil empregadores em 36 países, a consultoria Right Management, especializada em gestão de talentos e carreira, chegou aos dez tipos de profissionais e cargos com maior grau de dificuldade para serem preenchidos no Brasil e no mundo. Só no Brasil, foram ouvidas 850 empresas.
De acordo com a consultoria, são eles, em ordem de dificuldade:
1 -
Trabalhadores qualificados (profissionais que têm, ao mesmo tempo, qualificação e experiência em determinada área como  tecnologia, web designers, enfermeiros e médicos, especialistas em biotecnologia, advogados com conhecimento em leis trabalhistas e administradores especializados em e-commerce).
2 – Representantes de vendas
3 - Técnicos (várias áreas)
4 - Engenheiros (várias áreas)
5 - Profissionais de contabilidade e finanças
6 - Operadores de produção
7 – Secretários e assistentes pessoais
8 - Executivos de administração
9 – Motoristas
10 – Operários
No Brasil, a mesma pesquisa indica a seguinte ordem:
1 – Técnicos (várias áreas)
2 - Trabalhadores qualificados
3 – Operadores de produção
4 - Secretários e assistentes pessoais
5 - Operários
6 - Engenheiros (várias áreas)
7 - Motoristas
8 - Profissionais de contabilidade e finanças
9 - Profissionais de tecnologia da informação (TI)
10 – Representantes de vendas
Escassez de talentosDe acordo com a consultoria, a escassez de talentos é cada vez mais um grande desafio para as empresas em todo mundo.
No Brasil, porém, o estudo demonstra que essa dificuldade de encontrar profissionais é maior, já que o percentual de empregadores no mundo que indicaram dificuldade para preencer uma vaga é de 31% e, no Brasil, esse percentual sobe para 64%.
A Right Management possui mais de 300 escritórios distribuídos em mais de 50 países ao redor do mundo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Empresas de TI vão ao mercado em busca de novos talentos

– A falta de mão de obra especializada no Brasil não é característica exclusiva do setor de engenharia. Pouco explorado no País, o segmento de segurança da informação passa pelo mesmo problema. O mercado de TI (Tecnologia da Informação), em geral, detém mais vagas do que profissionais capacitados para ocupá-las.
“Tecnologia da informação sempre foi e será uma área muito especializada. O surgimento de novas tecnologias força os profissionais dessa área, assim como as empresas, a buscar ciclos de reciclagem de forma constante. Na área de segurança não seria diferente e avalio ser ainda mais complexa, dado o avanço das tecnologias, assim como a habilidade de pessoas que buscam a fraude”, afirma o presidente da True Access Consulting, Pedro Goyn.

Segundo ele, a situação obriga as empresas a enfrentar três grandes desafios para se manter no cenário comercial tecnológico: capacitação, retenção e reciclagem de profissionais.

O mercado nacional passa por obstáculos para contratar de forma robusta profissionais qualificados. Os bons funcionários já estão empregados e caracterizam-se por não mudarem facilmente de emprego.

Fora isso, a especialização tem um peso substancial entre as empresas. Com a disputa de mercado, quanto maior o conhecimento, mais altos os salários. "Entramos aí na balança do custo e benefício, se o profissional é bom, as empresas, sem dúvida, irão pagar um valor alto por ele", observa Goyn.

Fortalecimento
Existem poucos cursos superiores de qualidade que, de fato, capacitem o profissional em segurança da informação com excelência. Os preceitos básicos desse profissional consistem em formação em TI, cursos superiores, como é o caso de engenharia de sistemas, engenharia da computação, análise de dados, entre outros.

"Aí entramos na fase da especialização. Uma boa dica é, além da graduação na área de TI, ter certificações baseadas em normas como a ISO 27000. Em seguida, para aqueles que desejam se aprofundar nos aspectos de segurança da informação, certificações como CISSP (Certified Information Systems Security Professional) e CISM (Certified Information Security Manager) são ainda um diferencial. E se esse profissional desejar, pode fazer também uma complementação com cursos como ITIL, Cobit, PMI, entre outros", explica o executivo.

Tido como essencial em qualquer profissão, o domínio da língua inglesa também tem forte predominância na área tecnológica.

Diferentemente do passado, quando muitos profissionais estudavam em casa, muitos interessados na área hoje passam por cursos e laboratórios de especialização.

Futuro
O profissional do futuro em segurança da computação deverá ser um "malabarista". Esta é a percepção de Goyn, que analisa a impossibilidade das empresas terem condições de contratar o número de profissionais necessários. "A competitividade e o nível de empregabilidade também são um desafio no que tange se atualizar sempre, buscar a autorreciclagem e estar atento a todas as novidades do mercado", explica.

"Se TI é um mercado promissor, o de segurança é ainda mais. Todo mercado que provoque a sua autorrenovação cresce. Isso porque, quanto mais você se renova, mais é cobiçado pelas empresas que buscam por um bom profissional de segurança da informação", projeta Goyn.
De acordo com o executivo, em cinco anos, o setor passará por um grau de especialização jamais visto. Em decorrência desse fator, a capacidade de trabalho em equipe será fundamental nas empresas.